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Penny Dreadful | É o fim – COM SPOILER



Por muitos anos eu segui a série Supernatural e tinha ela como referência do gênero terror – para a TV, vamos deixar isso claro – até que mataram o diabo e envolveram anjos de uma maneira interessante, mas cansativa, e parei de assistir. Fiquei carente de algo que pudesse ocupar a lacuna deixada pelos irmão Winchester. Então surgiu Penny Dreadful. Três anos depois, resolveram que ela deve acabar. E lá vou eu ficar carente de novo.

Fonte: www.youtube.com
A justificativa para o fim da série após a terceira temporada é muito semelhante à que foi dada à Breaking Bad: o arco do personagem deve chegar ao fim. Segundo John Logan, o criador, a história de Vanessa Ives já tinha seu final planejado, mas evitaram anunciar isso antes para não frustrar os fãs – e perder audiência, óbvio.
Fonte: culturaediversao.metrojornal.com.br
Penny Dreadful obteve sucesso ao me prender em sua trama sinistra cheia de lendas do terror como Frankenstein, Drácula, demônios, bruxas, lobisomens, possessão e afins. Os produtores não tiveram receio de incutir o terror constantemente na tela da TV. Todas as temporadas tiveram como pano de fundo a busca de Vanessa (Eva Green) pela sua fé, ou a tentativa de mantê-la, apesar de todas as provas em contrário.
Eu ainda estou no S03EP07 e posso dizer que continuo fascinado pela história, apesar de alguns momentos mornos e umas passagens sem muito sentido, como mostrar uma relação entre Ethan (Josh Hartnett) e a bruxa-demônio da temporada anterior, ou mesmo a batalha insana de Brona (Billie Piper) contra todos os homens escrotos da Inglaterra. Outra coisa que tem me incomodado um pouco é o morto vivo (Rory Kinnear) criado por Victor Fankenstein (Harry Treadaway) ser tão sensível. Achava melhor quando ele era louco.

Fonte: zap2it.com

Ainda assim, eu anseio por continuar vendo Eva lutar contra a vontade quase que incontrolável de 

se entregar à Drácula, cujos argumentos até então, tem se mostrado bastante convincentes. Afinal, Vanessa é uma pária, isolada do mundo por si mesma com o intuito de não oferecer risco aos que ama e evitar que seja julgada por seus dons, os mesmos que a levaram a ser internada e lobotomizada em um manicômio. E Drácula se mostra como o único ser capaz de aceitá-la como realmente é. Irônico, no mínimo.

Quero ver como essa história terminará. Não é só o arco dela que precisa de um fim adequado, mas o de todos os outros personagens que, à sua maneira, buscam por uma só coisa: redenção. Ver o desenvolvimento da história de cada um deles, dentro de seu próprio contexto e universo, mas tendo como ponto de ligação uma pessoa tão destruída – e poderosa – como Vanessa e ajudá-la a se afastar de um destino que parecia traçado há séculos, criando laços afetivos improváveis, mas ainda assim plausíveis, faz com que até as passagens mais mornas se tornem interessantes, pois é sabido que em algum momento, tudo se justificará. E é isso que eu quero ver.
Ainda assim, não me conformo com o Frankenstein chorão e seu monstro poeta.

Abaixo, o trailer desta que é a última temporada da melhor série de terror da TV.
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