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Sherlock | The Final Problem (crítica c/spoilers)

A quarta temporada de
Sherlock chega ao fim trazendo um episódio bom para o fim da season, mas ruim
para a série. 
The Final Problem é uma
visita ao passado dos Holmes. Ao final do episódio The Lying Detective é
revelado que Sherlock e Mycroft tem uma irmã (Eurus). Uma misteriosa irmã da
qual Sherlock não tem uma memória sequer. Logo o detetive descobre que seu
irmão a manteve escondida todo esse tempo numa prisão de segurança máxima na
Inglaterra, onde somente os piores dos piores residem. Então, Sherlock, Mycroft e John
Watson vão até a prisão ao encontro de Eurus atrás de respostas.

É então que a trama se
desenrola de forma insana e surpreendente. The Final Problem vem com um
mistério excessivo e exagerado. Onde diversas cenas que poderiam ser simples,
foram mega exploradas. Desde o drone que invade a casa de Sherlock causando uma
explosão, no qual todos saem ilesos. (Afinal se você pula do segundo andar,
fugindo de um explosivo, você não sofrerá qualquer machucado). Até a chegada
dos três na ilha de forma fantasiosa, digna de um filme de ação. 

Logo quando chegam lá se dão
conta, que Eurus assumiu o controle de toda a prisão, permitindo a ela livre acesso
a todos e a tudo. Então, os três tem que passar por uma série de desafios dedutivos
a fim de salvar uma garotinha numa avião prestes a cair, onde todos os
passageiros, exceto ela estão dormindo. 
O grande problema (sem
trocadilhos) nesse episódio está na forma conveniente em que tudo foi colocado.
Uma irmã nunca falada em toda série, é responsável por grande parte da formação
da personalidade de Sherlock, além de ter diretamente influência na obsessão de Jim
Moriarty. Em busca de fazer um episódio memorável e impactante, Steven
Moffat e Mark Gatiss  se perdem no roteiro, entregando um episódio extremo, mas ainda assim
repleto de conveniências.

Mas nem tudo é ruim nesse
capitulo final. É impossível não se render a interpretação de Benedict e Sian
Brooke (Eurus). Vemos um Sherlock oscilando entre raiva, desespero, tristeza e dor. Tendo que lidar com a garotinha do avião, enquanto ao mesmo
tempo arrancava de forma cruel uma confissão de Molly. Benedict estava no auge.

Mas o papel que roubou
a cena, foi sem dúvidas o de Eurus. Sian Brooke está incrível e assustadora.
Sua personagem é um mistério imprevisível, sustentando todo o episódio de forma
exemplar. Deixando até o lendário Moriarty no chinelo. 

E é importante lembrar que Moriarty de fato está morto, e nesse episódio somente veio como uma forma de agradar
aos fãs. Mas sua aparição foi sem dúvidas marcante.

Enfim, o término do episódio
é uma metáfora, do que foi perdido e o que quer se encontrado. Temos assim, a
reunião da família Holmes.
Ainda no final, vemos outro
video de Mary que novamente é reduzida a um personagem irrelevante na série. Por que dar destaque a um personagem para que no
final, a tornasse nada mais nada menos que uma sombra, apenas para que Sherlock e John fossem felizes?
Após 7 anos chega ao fim (ou
não) a série Sherlock. Não em seu melhor, mas ainda assim sempre inesquecível.

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