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Powerless | 1×1 (crítica)

Sinopse:

Em um mundo em que a humanidade
precisa lidar com os danos colaterais de super-heróis e supervilões, Emily
Locke (Vanessa Hudgens) começa seu primeiro dia de trabalho como diretora de
pesquisa e desenvolvimento da Wayne Security, uma subsidiária da Wayne Enterprises
que se especializa em desenvolver produtos para que os indefesos cidadãos se
sintam um pouco mais seguros. Cheia de confiança e grandes ideias, Emily
rapidamente aprende que suas expectativas são muito maiores do que as de seu
novo chefe (Alan Tudyk) e colegas de trabalho. Cabe a ela liderar a equipe em
direção ao seu pleno potencial e à percepção de que não é preciso superpoderes
para ser um herói.

Powerless é uma série que me
surpreendeu. Não que seu piloto seja algo fantástico ou entregue tudo que
prometeu. Mas ao propor uma série que não é de super heróis, num mundo de super
heróis, a pergunta é: como fazer?
A fórmula é bem simples, e
até irônica. São pessoas comuns e como elas sobrevivem nesse mundo. A série
trata os eventos catastróficos que acontecem de forma bem banal, e até
corriqueira. Já que no mundo deles, aquilo se tornou normal, e até mesmo parte
do seu dia-a-dia. É ai que entra a seguradora das Empresas Wayne, que tem como
objetivo proteger os cidadãos da cidade de Charm City, vizinha de Ghotam. 
A empresa se encontra
prestes a fechar diante dos constantes ataques a cidade pelos super vilões. Somando a
falta de ideias inovadoras dos que trabalham lá para ajudar a população, sendo
constantemente ultrapassados pelas invenções das Empresas Luthor. 

É ai que entra Emily Locke
interpretada por Vanessa Hudgens, contratada para liderar a equipe de
inventores e motivá-los. De cara encontra ceticismo e resistência de todos, é
hilário acompanhar os diálogos, referências e críticas sutis dos contras ao se
conviver com super heróis. É algo que todos nós pensamos mas nunca foi de fato
explorado em qualquer série ou filme de forma tão clara. O que pode contribuir
para o sucesso da série. Sua fórmula despretensiosa e dinâmica de abordar esses
temas, e até mesmo sua curta duração, de pouco mais que vinte
minutos por episódio.
Seja pela referências ou a
abertura maravilhosa trazendo diversas capas de quadrinhos clássicas. A série consegue se
manter, mesmo sem um super herói ou vilão como destaque. Powerless é mais do
que uma série de pessoas comuns, é uma série sobre como elas lidam com o que os
heróis e vilões deixam para trás.
  

Claro que ainda que
diferente, ela tem seus defeitos. As muitas piadas tiram um pouco da
espontaneidade dos personagens, os efeitos não poderiam ser piores. Os
personagens em si não são originais, mas servem para o propósito da série, e
claro em seu piloto ainda, há esperanças de que melhore.
No cenário atual onde cada
vez mais séries e filmes de heróis tem sido lançadas, trazer uma série que não
se trata disso, mas se encontra no mesmo universo é uma boa aposta e até
inteligente. 
Vale a pena conferir.

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