Crítica

CRITICANDO | Bumblebee – Perdeu Michael Bay!

Existe na cultura pop como um todo um fenômeno que eu acho estranhamente curioso: O criador que perde a mão na sua própria criação. Assim como Ridley Scott se embananou todo no retorno aguardado de alien, não havia surpresa para ninguém que Michael Bay nunca foi nenhum gênio, porém Bumblebee mostra que sem ele, pode inspirar os sentimentos mais aventureiros que existem.


1987. Refugiado num ferro-velho numa pequena cidade praiana da Califórnia, Bumblebee, um fusca amarelo aos pedaços, machucado e sem condição de uso, é encontrado e consertado pela jovem Charlie (Hailee Steinfeld), às vésperas de completar 18 anos. Só quando Bee ganha vida ela enfim nota que seu novo amigo é bem mais do que um simples automóvel.


O filme tem um começo bem corajoso, deixando de lado iniciar em uma coisa mais mundana e dando ação desde o começo uma coisa que não é muito comum no gênero. Após esse começo em 180 bpm o filme dá uma pisada no freio para a apresentação dos humanos.


Vemos logo de cara a diferença entre esse “prequel” e o resto da franquia Transformers: Visuais mais sóbrios, remetendo a estética do desenho de 80, sem nenhuma confusão visual e com designers bem distintos entre si. Robôs com personalidades próprias, sem ser tão genéricos como no passado e uma expansão de universo realmente importante.


O núcleo de humanos é bem pequeno, contando basicamente com 3 personagens: Charlie, a nova “dona” de Bee, Memo, o vizinho que stalkeia a garota e o seu vilão agente Burns, que realmente só interage no final do filme. Dito isso o filme se preocupa em nos dar uma real aproximação com esses personagens, entendo suas motivações, mesmo que rasas para estarem por ali.


Não temos aqui nenhuma pretensão de se tornar um filme grandioso, a direção é séria e direta no que quer fazer, sem a necessidade de expor corpos musculosos sarados, mulheres em roupas curtas ou uma explosão de explosões na sua cara. É um filme contido, que lembra muito os filmes do final de 80 ou começo de 90 como “E.T”, obviamente com uma pitada de “Se Meu Fusca Falasse” e uma cobertura de “Gigantes de Aço”. 


Um ou outro deslize de roteiro, para se transmitir uma mensagem ou outra, como a clara mensagem de “RÁ NÃO PRECISAMOS DE CASAIS NESSE FILME” porém ficar dando alguns sinais disso o filme inteiro não são legais, mas nada que tire muito aqui o brilho da película que é divertida, emociante e realmente engraçada.


Dirigido por Travis Knight (Kubo e as Cordas) e o elenco contando com Hailee Steinfeld (Homem Aranha no Aranhaverso), John Cena (Na Mira do Atirador), Jorge Lendeborg Jr (Com Amor Simon) o filme estreia no Brasil dia 25 de Dezembro de 2018.


NOTA: 4/5 

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