Crítica

CRITICANDO | Máquinas Mortais – Cultura pop batida no liquidificador e sem gosto

Olá pessoas, no vídeo de hoje vamos ensinar uma receita fácil para você fracassar em criar algo bom, primeiro pegue uma porção de conceitos de outros filmes como “Jogos Vorazes”, “Cidade dos Ossos” entre outros sucessos teen da década, para parecer descolado adicione uma pitada de conceitos cyber punk, recheie com bastante “Star Wars – Uma Nova Esperança” e pronto: Temos Máquinas Mortais.


Anos depois da “Guerra dos Sessenta Minutos”. A Terra está destruída e para sobreviver as cidades se movem em rodas gigantes, conhecidas como Cidades Tração, e lutam com outras para conseguir mais recursos naturais. Quando Londres se envolve em um ataque, Tom (Robert Sheehan) é lançado para fora da cidade junto com uma fora-da-lei e os dois juntos precisam lutar para sobreviver e ainda enfrentar uma ameaça que coloca a vida no planeta em risco.

A premissa era bem interessante: Terra devastada, lance Mad Max mesmo, sociedades partidas e tudo mais… Era bem interessante… Era…

O primeiro erro do filme é justamente não se decidir sobre o que quer ser: Se vende como um filme de guerra pós apocalíptico adolescente, no começo obedece isso, mas logo vira um amontado de coisas genéricas com romance adolescente. Não se decide se quer ser um filme sobre Tom, o estudante apresentado no começo ou sobre Hester Shaw, uma orfã que acaba virando seu par romântico. E até poderia ser uma história sobre os dois, mas todas elas acabam mal contadas: Hester é vítima da obviedade do roteiro, que mesmo que jogue as coisas na tela e deixe as coisas entendidas, por exemplo: Existe uma caneta vermelha sobre a mesa, não basta ela ser mostrada, tem que vir alguém é dizer: “AQUELA CANETA É VERMELHA HESTER”. Já Tom morre sozinho no meio do roteiro, uma bola levantada de vôlei sem ninguém para cortar e finalizar o ponto. Deixa-se entendido que ele é muito mais do que um simples estudante, confirmam isso para nunca mais tocar no assunto.

Se os protagonistas amargam um roteiro péssimo, imagine os coadjuvantes? Personagens apontados como parte de algo maior como uma terrorista, a filha do vilão, o amigo de Tom que vê tudo acontecer, simplesmente são jogados fora ou simplesmente DESAPARECEM da trama na hora do “pega pra capar”.

Aqui não existe carisma entre os personagens, a química passa longe, mesmo que eles sempre se esforcem pra “adiar” o casal, mas no fim tudo vira uma grande novela. As atuações são bem rasas, talvez prejudicadas pelo péssimo roteiro, a direção até tenta nas cenas de ação fazer algo bacana mas infelizmente é tudo apenas um amontado de CGI (até bem feito diga-se de passagem) em uma crítica a sociedade moderna que pouco se aprofunda mais do que “Guerra é ruim, não faça guerra”.

O montante gasto no filme não tem a menor explicação se não a de seu produtor, o agora ex queridinho das pessoas Peter Jackson, diretor da trilogia “Senhor dos Anéis” que infelizmente depois da mesma, coleciona deslizes em sua carreira. Em momento algum parece que leram o roteiro, pegando apenas os designs belos e interessantes das cidades sob rodas e o nome de Jackson, assinaram a produção e o fizeram. 

Dirigido por Christian Rivers (Minutes Past Midnight) e com elenco de Stephen Lang (AVATAR), Hera Hilmar (Um Homem Comum), Robert Sheehan (Mudo) e Hugo Weaving (Matrix) o filme estreia no dia 10 de Janeiro de 2019.

NOTA: 1.5/5

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