É muito difícil listar uma cena marcante ou importante pois o filme todo consegue por em cores vívidas o conto de King. Destaco justamente os pontos onde o diretor fez algo que não existia na obra, como a “cena de Mozart” e o reencontro dos dos amigos no final da película.

Na primeira, quando o protagonista é escalado para uma limpeza em caixas velhas, encontra um LP das “Bodas de Fígaro”, de Mozart (que é a trilha sonora dessa coluna aliás). Sem pensar, usando o sistema de som, a voz das sopranos invade toda a prisão. Claro que isso resulta em uma semana na solitária, mas o efeito, só é possivel explicar citando o personagem Red Redding:

Eu não tenho ideia até hoje do que aquelas duas senhoras italianas estavam cantando. A verdade é que não quero saber. Algumas coisas são melhor não ditas. Eu gostaria de pensar que eles estavam cantando sobre algo tão bonito, que não pode ser expresso em palavras e faz seu coração doer por causa disso. Eu lhes digo, aquelas vozes subiram mais e mais do que qualquer um em um lugar cinza se atreve a sonhar. Era como se algum belo pássaro batesse em nossa pequena gaiola e fizesse as paredes se dissolverem e, por um breve momento, todo homem de Shawshank se sentiu livre.

Quanto à cena do reencontro, que os que se aventurarem com o filme tenham suas opiniões.

O que torna este, o filme da minha vida é poder enxergar, através desta história, que nem mesmo os muros de concreto e as pessoas más, são capazes de abalar uma alma que é pura e tem paciência e perseverança, para se atrever a sonhar com dias melhores.

Deixei partes do enredo de lado. Não para evitar spoilers, mas porque gostaria que esse filme seja, como foi para mim na primeira vez, uma experiência. O mesmo está disponível no catálogo da Netflix. Recomendo também a leitura do conto, que pode ser encontrado facilmente por aí.

Deixe uma resposta