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REVIEW | Riverdale – O pior ano até agora? (3° Temporada Cm/Spoilers)

Se você chegou até aqui. Parabéns você é um lutador, um sobrevivente. O terceiro ano de Riverdale foi uma prova de resistência. Mas encerra com, por incrível que pareça, louvor.

Confesso que eu não esperava gostar do final dessa loucura que foi O Rei Gárgula. Mas após toda explicação que, por mais corrida que tenha sido, foi coerente com tudo que sabemos sobre a série até hoje. Existe pontas soltas? Com certeza. Não foi a temporada mais refinada. Mas suas respostas satisfizeram meu coração sangrando e conseguiu amarrar o mais importante.

Eu só tenho a agradecer aos céus por o Rei Gárgula não ser Jason ou FP. Na verdade, a grande mente por trás disso é Penelope e se formos pensar bem, é claro que ela faz todo sentido. Vendida para os Blossom e sempre tratada com desprezo pelos moradores da cidade, faz todo sentindo esse rancor e mágoa que ela carrega. E mostra que diferente de Black Hood ela foi escolhida desde o início para ser a vilã. Dominadora e mestre em venenos, inteligente e fora do radar ela é perfeita. Sua ligação com G&G, Hal e Chic foi clara e muito bem explicada.

Black Hood finalmente está morto (pelo amor de Deus que ele esteja). Afinal ele levou um tiro na cabeça e todos viram. Trazer ele dos mortos seria muito Sabrina.

Chic foi uma grata surpresa e confesso que ele ser o homem por trás da máscara me surpreendeu de forma positiva. O cara é louco e Betty entregou ele de bandeja para o Black Hood. Como seu corpo nunca foi encontrado era certeza que ele estava vivo. E trazê- lo de volta como o Rei foi uma jogada incrível. Duvido muito que essa será a última vez que o veremos.

Agora outro vilão que tem sido trabalhado desde a primeira temporada, e que me deixou frustrada por seu “fim” abrupto foi Hiram Lodge. Claro, ele irá voltar na 4° temporada. Mas foi fácil demais sua prisão. E o quão ridículo foi um homem de 40 anos lutando box com uma adolescente de 17? Por favor, Riverdale. Assim fica muito difícil defender suas escolhas. E falando em escolhas, fico perturbada com a direção que o personagem Archie tomou esse ano. Eu nunca fui fã dele mas ele conseguiu se superar em incoerência e surrealismo. Queremos ver Archie sendo o mocinho, altruísta e herói e não um cara ingênuo lutando box. Foi tedioso, vergonhoso e frustrante. Não quero ver o ator sem camisa 80% do tempo. Quero vê-lo tocando violão e ao lado de seus amigos.

Betty e Jughead foram os dois personagens que felizmente se adaptaram incrivelmente bem nessa 3° temporada e não destoaram da trama. Foram com certeza o que mantiveram essa temporada viva.

Veronica fica no meio. Nem fez parte desse ano sombrio nem ficou de fora. O grande problema aqui foi a inconsistência de sua personagem ora defendendo seu pai ora planejando sua prisão.

A essa altura muito foi dito sobre a Fazenda. Ela é uma seita, ela coleta órgãos ilegalmente e Edgar além de lindo é psicopata. Ele me lembra muito Joe Carroll, claro que ele está longe de chegar em The Following mas é bom tirar algo promissor desse núcleo. Mas não satisfeita em explodir nossos cérebros, Riverdale deixa a Fazenda viva para uma nova temporada além de jogar a bomba que Alice na verdade está trabalhando com o FBI para desmascarar Edgar e sim, ela vê Charlie. Que está vivíssimo e agora será parte da 4° temporada trabalhando junto com Betty e Jughead.

E apesar de terminar supostamente positiva, Riverdale já dar uma dica que seu quarto ano provavelmente continuará numa linha sombria e uma indicação disso é um vislumbre do futuro onde vemos Betty, Archie e Veronica de roupas íntimas cobertos de sangue queimando suas roupas e o chapéu de Jughead. O que levanta vários questionamentos. Onde está Jughead? O que acontecerá? Quem eles mataram? E isso não soou muito “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”?

A mensagem que fica nesse terceiro ano é que Riverdale é como ouroboros. Uma serpente que come o próprio rabo e vive sempre nesse círculo infinito e inquebrável de tragédias.

O saldo final desse terceiro ano é apesar de tudo, positivo. Uma temporada agridoce, sem noção mas necessária.

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