Crítica

CRITICANDO: Brightburn – Deu ruim no Superman

Nada é mais frustrante do que uma premissa bem montada com uma execução mal feita.

“Quando uma criança alienígena cai no terreno de um casal da parte rural dos Estados Unidos, eles decidem criar o menino como seu filho. Porém, ao começar a descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, se tornando uma força obscura na Terra”.

A sinopse já entrega todas as semelhanças com o último filho de Krypton e o próprio longa faz questão de te lembrar sempre nos primeiros 20 minutos, com cenas e trilhas muito parecidas com a de “Man of Steel” do Zack Snyder de 2013.

É muito legal ver uma perspectiva que é abordada constantemente em histórias paralelas nos quadrinhos, mas apenas pelo ponto de vista de um Superman adulto. Crianças ou adolescentes são mais instáveis, tem sentimentos mais a flor da pele e isso dá a Brightburn uma coisa única, porém o filme esbarra em si mesmo ao desenvolver a história.

Como mencionei a história desenrola bem, a narrativa te prende ao casal que adota a criança, te passa em poucas linhas que ela já se sente diferente das outras da escola. Um belo dia seu “sangue” começa a o chamar e assim ele passa por uma espécie de puberdade alien. Entendendo o real motivo do porque é diferente o garoto se rebela e taca o terror.

As atuações são o básico, ninguém faz mais do que o arroz com feijão, apesar de se tiver que destacar algo seria o ator principal, Jackson Dunn, por fazer uma atuação dúbia bem bacana, hora te fazendo acreditar que é um bom menino, hora passando medo por não ter expressão nenhuma.

O fator gore no filme é muito bem explorado, uma vez que as cenas que exigem mais sangue não são tão apelativas como em outros filmes de thriller ou slasher, aqui elas são pontuais e até chocam em certos momentos da trama, ponto positivo.

No entanto o filme tem uns jumpscares desnecessários e a trama que parecia envolvente no começo é atropelada por uma série de coincidências, personagens emburrecidos e clichês que fazem uma boa promessa se tornar mais do mesmo, um filme que será esquecido em muito pouco tempo.

Brightburn é só um dos milhares de exemplos de que a indústria ainda tem ideias boas e originais, mas o fator dinheiro faz com que os diretores e roteiristas acabem deixando a trama mais “familiar” para tentar abranger mais público e acabam se tornando filmes sem sal. Inclusive aqui existe uma brecha para uma possível continuação, que eu particularmente acho difícil uma vez que o filme estreia uma semana após Parabellum, no mesmo dia que Alladin e uma semana antes de Rocketman e Godzilla 2.

Dirigido por David Arovensky (A Colméia) e com elenco de Jackson Dunn (Vingadores: Ultimato), Elizabeth Banks (Power Rangers), David Denman (O Quebra Cabeças), Matt L. Jones (Mom), Meredith Hagner (O Plano Perfeito) entre outros. O filme estreia no dia 23 de maio de 2019.

NOTA: 3/5

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