No dia 24 de maio, a Netflix estreou Dilema (What/If), série estrelada por Renée Zellweger (O Diário de Bridget Jones) e produzida pela Warner Bros. Além de Zellweger, o elenco também conta com Jane Levy (Suborgatory) e Blake Jenner (Glee).

O enredo (hiper, mega, power) dramático tem objetivo de mostrar como uma decisão pode mudar completamente seu destino e para isso usa como exemplo a história de Lisa Donovan, uma cientista quase falida que topa ser financiada pela zilionária Anne Montgomery, que em troca do investimento pede uma noite com o marido de Lisa, interpretado por Blake Jenner.

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Além do plot principal, o drama também possui diversas histórias paralelas, diretamente ligadas com Lisa e Anne. Triângulos amorosos, assassinatos misteriosos e testes de DNA completam o enredo genérico e saturado como se fosse um filho de Walcyr Carrasco com a Televisa. Todo mundo sabe que se o escritor da Rede Globo e o canal de televisão mexicano se juntassem parar criar uma novela, apesar de piegas ela iria prender o público até o final, e é exatamente o que acontece com os espectadores de Dilema.

Para os fãs de Bridget Jones já logo aviso, Renée incorporou a personagem vilanesca tão bem quanto um dia já fez Renata Sorrah e Adriana Esteves. Uma vilã carismática, ruim e glamourosa, Anne Montgomery é o ponto alto de Dilema e muitas vezes é o que salva a atuação mediana realizada pelo restante do elenco. A atriz americana só topou realizar a série, após ficar sabendo de um plot twist não tão twist assim, que envolve sua personagem e é revelado no fim do nono episódio.

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A série é criada por Mike Kelley, que também é o criador de Revenge, outro hit americano com uma história novelesca, inclusive muito parecida com o sucesso brasileiro Avenida Brasil. A diferença entre as duas obras desenvolvidas por Mike é que em Revenge, Emily/Amanda tinha grandes motivações para declarar vingança aos Graysons. Já em Dilema, a preocupação em passar uma “moral da história” faz com que os personagens tomem iniciativas infundadas e sem grandes motivações.

Kelley, em recente entrevista, já anunciou que a segunda temporada, caso aconteça, seguirá um modelo antológico, parecido com o que Ryan Murphy faz com American Horror Story. A season two terá os mesmos atores interpretando outros personagens em uma diferente história. O problema é que em AHS, o elenco possui um grande repertorio e vasta versatilidade; será difícil os atores de Dilema se desapegarem dos papéis estereotipados que costumam fazer e se afastar completamente do que foi feito na temporada anterior.

Perante o enorme cardápio da Netflix, Dilema pode passar despercebido por muitos usuários do streaming. Com uma história clichê e um elenco meia boca, a série não parece muito atrativa no primeiro instante, mas é só começar a assistir que o novelão americano te prende e só te libera depois de 10 episódios. Afinal, nem só de série renomada, vive o espectador.

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