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CEO da Disney afirma remover produções do estado da Georgia nos EUA por conta da lei antiaborto

O CEO da Disney, Bob Iger, deu uma entrevista à Reuters, que as produções do estúdio podem deixar de serem realizadas no estado da Georgia nos Estados Unidos, devido a nova lei antiaborto no estado. A declaração do CEO segue como forma de protesto, para chamar atenção dos grandes estúdios de Hollywood sobre a absurda lei e contra o ato do governador Bill Kemp.

O CEO foi questionado sobre continuar suas produções no estado, e revelou:

“Acho difícil. Acho que muitas pessoas que trabalham para nós não vão querer trabalhar lá, e nós teremos que respeitar seus desejos neste quesito. No momento estamos apenas assistindo com cuidado”. Se a lei entrar em vigor, Iger disse não enxergar “como seria prático para nós continuar filmando lá”. 

A nova lei aprovada no estado, denominada heartbeat law, proíbe qualquer mulher a partir de 6 semanas de gravidez, de realizarem aborto, idade sugerida para ouvir o batimento do coração do feto. Prazo curto, dado que muitas mulheres não sabem que estão grávidas em apenas 6 semana.

O anúncio de Iger segue a linha de pronunciamento do chefe de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, que afirma que o estúdio repensará produções no estado.

Nós temos muitas mulheres trabalhando em produções na Geórgia, cujos direitos, junto com milhões de outras, serão severamente restringidos por esta lei”. 

A série The Power já removeu suas produções do estado da Georgia, e recentemente, Barb and Star Go to Vista Del Mar, novo longa com Kristen Wigg, também cancelou filmagens nos locais.

Uma boa quantidade de celebridades se uniu para assinar uma carta se posicionando contra a lei, incluindo Amy SchumerSean PennAlec Baldwin, Don CheadleRosie O’Donnell e Mia Farrow.

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