Crítica Criticando

Crítica | Espírito Jovem – Como fazer filme para adolescentes apáticos?

Uma jovem cantora e uma carreira em ascensão é um dos enredos mais batidos da história do cinema. Juntar este plot com um diretor inexperiente. Puff! Receita para o desastre, certo? Na verdade não… Em 2018, Bradley Cooper provou com “Nasce Uma Estrela” que é possível transformar uma história clichê em um filme reverenciado, por público e crítica. Agora, junho de 2019, Max Minghella estreia como diretor com “Espírito Jovem”, drama musical que narra a trajetória de Violet no Teen Spirit, competição musical a lá X-Factor.

A trilha sonora de “Espírito Jovem” conta com sucessos de Robyn, Ellie Goulding, e outras cantoras conhecidas pelos amantes da música pop. Embalado por hits, inserts deslumbrantes e com uma montagem de ritmo rápido, os 133 minutos do filme mas se parecem com um gigante videoclipe.

O longa parece o resultado preciso de uma fórmula para agradar adolescentes: iluminação neon na maioria das cenas, uma protagonista loira apática e muita música pop alternativa tocando no fundo. Essas características nos lembram muito “Demônio de Neon” (também estrelado por Elle Fanning) e “Nerve”, filmes genéricos para adolescentes que não se encaixam no cinema mainstream.

Apesar de não ter nada de especial, o filme é bem desenvolvido, com uma bela fotografia e uma direção de atores suficiente. O filme é perfeito para a lista de Sessão da Tarde millennial e se torna um bom começo para Minghella que descreve sua obra como “lazer pop”.

Espírito Jovem estreia dia 20 de junho.

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