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REVIEW| Euphoria – cenas gráficas, machismo, padrões e armas (1×2 s/spoilers)

Em seu segundo episódio, Euphoria não abre mão em apelar para a exposição gratuita de nudez e sexo, o que torna a trama quase que supérflua mesmo abordando temas tão inerentes do jovem atual.

Em seu segundo episódio, Euphoria não abre mão em apelar para a exposição gratuita de nudez e sexo, o que torna a trama quase que supérflua mesmo abordando temas tão inerentes ao jovem atual.

É comum em séries da HBO haver cenas gráficas seja de violência, nudez ou mesmo de sexo. Se você assiste séries da emissora já deve estar acostumado. Mas quando o costume se torna aceitável? Quando saber diferenciar cenas gráficas coerentes das simplesmente gratuitas. Mesmo já tendo comentado aqui sobre seu episódio de estreia, e sobre a negatividade que via diante de tal abordagem, é importante reafirmar já que ao que parece a série não irá desacelerar ou amenizar em suas cenas.

Claro, não estou condenando toda a série. Cenas como a de Nate descobrindo o segredo do pai, mesmo que extremo e perturbador, adiciona camadas ao personagem e o molda ao que ele é e vai se tornar. Nate é o perfeito exemplo de machismo e exposição precoce a sexualidade. Desde pequeno é exigido dele manter uma imagem e padrão surrealista, que reflete no que ele espera das pessoas ao seu redor.

Nate é o homem doente que não vê erro em suas ações ou seus pecados. Aos seus olhos, perfeição é a única coisa aceitável.

Enquanto isso Rue continua em um caminho autodestrutivo que ainda não consigo entender aonde a série quer chegar. Sinceramente se a intenção é mostrar a verdade nua e crua das drogas o final que visualizo para ela é a morte. Mesmo que reabilitação seja algo possível e que acontece todos os dias, perecer e morrer pelo vício é mais real e palpável e faria mais sentido na mensagem final que a série poderia vir a buscar.

Outro paralelo explorado é a de Cassie e Kat. Onde, enquanto uma descobre que nem todo homem espera apenas sexo de uma mulher, a outra se vê diante de um escândalo e despertar sexual inesperado e perigoso.

Euphoria se aprofunda mais no lado cruel da adolescência e de seu ensino médio, onde se firma em boas atuações mais ainda com um roteiro raso que peca em não manter o menor senso de sensibilidade.

PS: li alguns comentários sobre como Fez é um bom amigo para Rue e me preocupa novamente que pode estar havendo uma romantização de toda a situação. Fez é um traficante e fornecedor. Ele fornece drogas para Rue. Ele alimenta seu vício. Não “dar” para ela certas drogas e cuidar para que ela não tenha uma overdose não é protegê-la, é só não mata-la rápido.

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