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REVIEW| Euphoria – Paixão, Adequação e Pôlemicas (1×03 c/spoilers)

Euphoria tem episódios de uma hora que parecem durar três, com personagens ótimos, bem construídos, mas que apenas caíram na infelicidade de uma trama e roteiro oportunista.

Fica claro nesse terceiro episódio que Euphoria veio para chocar, sem qualquer boa intenção e noção do limite. Ainda assim, ela mantém o status de boa produção e agrada a maioria do público.

Não é preciso muito para perceber que a série cada vez mais se desprende da moral e do genérico, e que usa e abusa de discursos apáticos e que querem ser mais do que podem, apenas para passar a noção de profundidade que ela não tem.

Euphoria usa e abusa de imagens, vídeos e falas sobre órgãos genitais (em especial dos homens). E não me levem a mal, sexo é algo comum e deve ser falado e tratado com naturalidade. mas explorar isso incessantemente é desnecessário, gratuito e sem propósito algum. Falar sobre sexo é normal é saudável. Falar sobre pênis durante quase 10 minutos e fazer analogias a analises sobre o mesmo não é mesmo engraçado. É só, descartável. Ninguém quer passar uma hora em frente a TV vendo esse tipo de coisa, que não acrescenta em nada para a história e para o público que o assiste.

Euphoria tem episódios de uma hora que parecem durar três, com personagens ótimos, bem construídos, mas que apenas caíram na infelicidade de uma trama e roteiro oportunista.

Acho que o mais real e talvez o núcleo mais insensivelmente explorado seja o de Kat. Passando por mudanças internas e externas desde pequena Kat sofreu com seu ganho de peso e sentiu-se inadequada na vida real enquanto na “vida” virtual era venerada. Hoje, esse tipo de situação é cada vez mais comum. Pontos para a série.

O problema reside em pegar isso e literalmente expor uma menor de idade ao sexo, cam (vídeo) e pedofilia. É grotesco e pesado. A aceitação de si mesma e de seu corpo deve vir de dentro para fora, de si mesmo e não de pessoas de fora. A verdadeira confiança vem de suas ações e atitudes e não de sua aparência. Afinal, uma irá refletir na outra. Então, qual a lição esperada?

Enquanto isso, nos outros núcleos, Jules evolui sua paixão por Tyler (Nate) e acaba marcando um encontro com ele, já Rue se descobre com ciúmes e com sentimentos por sua melhor amiga.

E finalmente alguém disse algumas verdades para Rue, sobre as consequências de seus atos. Acredito que a essa altura Rue saiba que seu vício machuca sua família e amigos. Mas as vezes é preciso que alguém estranho chegue e fale sem meias verdades o que realmente sua autodestruição faz a curto e longo prazo. E após uma montanha russa de emoções e rejeições, talvez seja o impulso para que ela busque a reabilitação e dessa vez de verdade.

No geral, o terceiro episódio de Euphoria decai mas ainda aborda temas comuns e tabus que todos vivem mas poucos falam.

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