Coluna Crítica Criticando Em Alta Review Séries

CRITICANDO: Stranger Things 3 – E agora?

Terceira temporada fecha bem o ciclo das crianças de Hawkins com brechas para o futuro, mas precisa de um futuro?

É verão em Hawkins. De férias da escola, Eleven (Millie Bobby Brown), Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo), Lucas (Caleb McLaughlin), Will (Noah Schnapp) e Max (Sadie Sink) aproveitam as novidades do recém inaugurado shopping da cidade, enquanto experienciam situações típicas da adolescência que colocam a prova a amizade do grupo. Mas quando a cidade volta a ser ameaçada por inimigos novos e antigos, eles precisam lembrar que a união é mais forte que o medo.”

A segunda temporada de Stranger Things foi extremamente aguardada pelos fãs e também duramente criticada quando foi lançada por conta do que podemos chamar de “expectativa frustrada” uma vez que o perigo prometido não passou de uma grande ilusão.

Se na segunda o perigo que parecia terrível não passou de fumaça, aqui ele se apresenta desde o primeiro episódio completamente implacável e com um rosto já familiar. Nada de exércitos de Demogorgons, nada de Demodogs… O próprio Devorador de Mentes em pessoa se faz presente. Posso assegurar que o perigo é maior ou igual ao da primeira temporada e isso é excelente.

Já no núcleo das crianças a melhora da série se apresenta justamente nos erros da passada. Eleven voltou a ser uma personagem bacana e não uma adolescente chata e rebelde sem causa, Mike sendo sendo o chato de sempre, Will FINALMENTE passa uma temporada entre nós, Dustin segue sendo o melhor personagem e Lucas cresce dentro da série pela adição de duas personagens ao seu núcleo: Max, a namorada de pulso firme e agora melhor amiga de El e sua irmã que tinha chamado a atenção na temporada passada pelo temperamento bully e agora se junta ao grupo como a grata surpresa dessa terceira parte.

No núcleo adulto o policial Hopper tem uma mudança na sua personalidade, que passa de protetora para quase abusiva e isso preocupa, porém ele tem sua redenção ao final da história, Joyce depois das “surras” nas outras temporadas aqui é uma paranoica porém centrada mãe e quase uma investigadora do outro mundo, o prefeito esteriótipo de ganância do prefeito Kline que serve apenas para “ajudar” no seguinto da história e o retorno e maior participação do maluco Murray Bauman, que agora tem mais motivos ainda para temer o governo.

No meio disso tudo ainda temos os jovens. Nancy quer ser um repórter na cidade porém não consegue superar o machismo de seus chefes, Jonathan seu namorado segue como querendo ser apenas uma pessoa normal as margens, Steve retorna mais legal do nunca após a dupla com Dustin estranhamente funcionar na segunda temporada e com a adição de Robin, uma nova parte vital para esse núcleo na trama. Bill, o malvadão da segunda temporada é quem mais ganha destaque, sendo o condutor de praticamente todo arco das crianças aqui.

Achou que eu me alonguei muito? Pois é, Stranger Things 3 peca em se dividir demais, temos basicamente: Time Dustin, time Eleven, time Hopper e sem contar a trama de Billy o que faz a história ser completamente fragmentada e ela NUNCA se junta efetivamente na narrativa. Se o que fazia Stranger Things bom era justamente a química entre os personagens aqui eles dividem bastante os núcleos e exploram ao máximo as individualidades, mas sem uma necessidade real. Nancy e Jonathan praticamente são descartados do meio pro final, Hopper e Joyce são colocados quase como adolescentes apaixonados e em dado momento até as crianças são divididas. Porém apesar de mais prejudicar do que ajudar, quem ganha com isso são pessoas que nunca foram as principais. O núcleo de Dustin é extremamente engraçado e funcional, fazendo você a todo momento querer ver APENAS aquela parte, ignorando completamente os outros personagens.

Mesmo enxugando a história em dois capítulos a menos que sua temporada antecessora, em alguns momentos parece claramente haver barrigas e cansaço, o final é confuso e deixa um misto de “boa conclusão” e “porta aberta” Stranger Things 3 é sim um final digno, porém provando que só referências e boa química entre os personagens não vai fazer a série ter uma vida muito mais longa.

Dirigido pelos irmãos Duffer (Stranger Things) e com elenco contando com Millie Bobby Brown (Godzilla 2: Rei Dos Monstros), Finn Wolfhard (It A Coisa), David Harbour (Hellboy), Winona Ryder (Show Me A Hero) entre outros a série estreou no dia 4 de julho de 2019 no serviço de streaming Netflix.

NOTA: 3.25/5

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