Cinema Crítica

Crítica | Atentado ao Hotel Taj Mahal – A real experiência de um ataque terrorista

O dia é 26 de novembro de 2008. 10 homens com armamento pesado chegam à Mumbai, capital financeira da Índia, e atacam dois hotéis luxuosos, um restaurante, um centro cultural judaico e uma estação ferroviária. Uma década depois, Anthony Maras estreia no Festival Internacional de Cinema de Toronto seu filme “Atentado ao Hotel Taj Mahal” baseado nos fatos ocorridos durante o atentado.

O longa estrelado por Dev Patel (Lion: Uma Jornada Para Casa) traz toda a adrenalina dos ataques para a tela do cinema. Sem espaços para alívio, “Atentado” é regido por momentos de tensão evidenciados pela montagem que traça uma paralela entre imagens ficcionais e found footage. A trilha sonora complementa a narrativa, sem muito destaque.

Fazer um filme de desastre envolvendo um ataque terrorista comandado por um grupo militante de muçulmanos pode ser complicado. Infelizmente ainda é comum identificar pessoas que acreditam que o islamismo tem relação direta com terrorismo e que todo muçulmano é terrorista. O filme até se esforça para desconstruir o estereótipo, mas o medo do didatismo não permite um foco maior no assunto.

Com um bom desenvolvimento e ótimas atuações, o “Atentado ao Hotel Taj Mahal” se afasta do sensacionalismo, mesmo romantizando o enredo, o que é comum (e aceitável) nas adaptações de fatos. Porém é importante ressaltar: o filme possui cenas gráficas de violência. Se assistir homens metralhando idosas e perseguindo crianças é algo que possa te incomodar, você não irá curtir este filme.

Sempre que assisto a algum filme, reflito sobre onde a obra estará daqui uma década. O longa de Maras tem potencial para se firmar como um poderoso docudrama; basta investir em um marketing certeiro e ter uma boa recepção de público.

“Atentado ao Hotel Taj Mahal” estreia no dia 11 de julho nos cinemas.

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