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REVIEW| Euphoria – Deixando de lado a nudez gratuita, a série finalmente mostra a que veio. (1×04 c/spoilers)

Euphoria não é um conto de fadas. É uma história sobre o lado mais feio da adolescência.

Após três episódios onde parecia não haver um objetivo ou direcionamento, Euphoria entrega seu melhor episódio, consolidado sua história, ao focar em sua melhor personagem.

Em “Shook One part. II”, Euphoria apresenta a história de Jules. Logo pequena viu que seu corpo e seu cérebro não estavam em sincronia e sem qualquer apoio de sua mãe, ela acabou internada e lá tentou o suicídio. Mais na frente, após começar a transição, com o apoio do seu pai, Jules começou finalmente a ter sua própria identidade e ser feliz com quem ela era. Ainda assim, um ponto continuava instável em sua vida. Os relacionamentos com outros homens que nunca pareciam assumir o que sentiam por ela ou quem eles eram.

Jules acaba conhecendo Tyler, e se apaixona por ele. E é claro, que ela esperava que esse seria o momento que tanto sonhou. Mas infelizmente a surpresa fica para o encontro final dos dois. Nate estava enganando-a todo o tempo. Ele sabia que ela havia ficado (sido estuprada) com seu pai. E como foi criado para proteger sua família e manter as aparências, Jules era sem sombra de dúvidas uma ameaça. É decepcionante ver Nate assumindo o papel de antagonista, mas esperado. Euphoria não é um conto de fadas. É uma história sobre o lado mais feio da adolescência.

Enquanto isso, Cassie enfrenta seu passado sendo julgada pela pessoa que ela pensava gostar dela. Não que ele não goste dela, mas a sociedade e os amigos dele esperam que ele esteja com uma menina inocente e pura, assumir um relacionamento com alguém que não se encaixa nesse padrão é inaceitável. A pressão em se encaixar, o faz agir da pior forma possível.

É triste e real como a culpa sempre recai sobre a mulher quando algo íntimo dela vaza. E como modo de defesa ela apenas fez o que as outras pessoas esperam dela. O que não reflete quem ela é de verdade. Numa sociedade machista, o passado e o presente de uma mulher é condenável até que se fale o contrário.

Já Kat por mais que tenha assumido essa nova identidade radical, permanece uma menina insegura e não confia que uma pessoa irá gostar dela exatamente do jeito que ela é.

É interessante para a dinâmica da série ter Rue lidando com sua irmã se drogando. Até o momento ela não havia estado em uma posição de ver um ente querido indo por essa caminho, caminho o qual ela sabe o quão destrutivo é, e ver sua irmãzinha seguindo essa mesma direção, pode empurra-la para melhorar e mudar suas ações.

Euphoria muda praticamente da água para o vinho e entrega seu melhor episódio até então. Finalmente nos fazendo desejar que uma hora pareça mais.

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