Cinema Coluna Crítica Criticando Em Alta Review

CRITICANDO: Projeto Gemini – Um é pouco, dois é bom?

Prometendo revolucionar na computação de rejuvenescimento o filme acaba tropeçando em seu roteiro nada moderno.

Henry Brogan (Will Smith) é o melhor assassino profissional do mundo, com uma taxa de sucesso maior do que de qualquer outro, mas, quando decide se aposentar, acaba se tornando um alvo da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos, para quem trabalhava anteriormente. Enquanto luta para se manter vivo, ele se depara com um clone de si mesmo e descobre que as ações do governo americano são para esconder um grande segredo, que só Brogan, com toda sua experiência, é capaz de desmascarar.

O cinema sempre amou heróis bad ass aposentados que voltam a ação, essa é basicamente a premissa de qualquer filme vindo desde Rambo até John Wick e Projeto Gemini não foge a isso.

Se vendendo nos seus trailers como uma versão melhorada do efeito que foi mostrado em Capitão América – Guerra Civil para mostrar uma versão jovem de Tony Stark (Robert Downey Jr) o filme começa já mostrando todas as habilidades do protagonista, que no pique James Bond é o melhor assassino da Terra tendo seu nome falado por DIVERSAS vezes durante os 10 minutos iniciais.

Projeto Gemini em nenhum momento esconde do espectador que não é um filme copiado e colado de por exemplo algo da franquia Bourne mas com muito menos charme. Will Smith segue preso nos seus papéis de homem amargurado, sofrido que só quer descansar assim como foi em Eu Sou A Lenda, Hancock, Esquadrão Suicida entre outros e justamente por isso a sua atuação fica extremamente automática: Cara de bravo, choro, piada, choro, cara de bravo, mais choro, uma piada fora de contexto… O Will nem devia ter texto de tanto que foi genérico.

Já o elenco de apoio sofre do mal de seu roteiro, entregando personagens rasos, uma organização com um Ás de Espadas que serve pra absolutamente nada dentro da trama, diálogos sofridos e expositivos. A Mary Elizabeth e o Clive Owen precisam urgentemente rever os papéis que aceitam.

E temos o destaque maior do filme que fica pros nossos vilões: O Will Smith jovem. Não vou negar que algumas cenas são REALMENTE impressionantes quando os dois brigam e ficam lado a lado. Todo o trabalho de captação das feições daquele Will láááá do Um Maluco No Pedaço fica muito bacana… Nas primeiras cenas. Parece que em algumas cenas do filme tudo é mal renderizado e a galera esquece de polir a imagem, de dar aquele acabamentozinho que faria uma baita diferença.

Por falar em acabamento uma coisa que esse filme faz muito é errar na montagem. Tem várias cenas jogadas, umas transições bizarramente esquisitas, cenas inseridas sem propósito algum no meio de algo deveras importante para a motivação de toda trama. O Ang Lee vacilou bastante para um marketing montado em cima de “do VISIONÁRIO Ang Lee”, não aprendeu nada com o Zack Snyder em Batman vs Superman o pessoal da Paramount.

Bom, apesar de eu ter ESCULACHADO o filme se você se desapegar da parte técnica consegue ver um filme pipoca daqueles bem água com açúcar que realmente você vai esquecer que viu 3 horas depois, mas que vai ser um passa tempo bacana se mais nada estiver passando no cinema ou futuramente na sua TV. Tem tiro, explosão, Will Smith, porrada, outro Will Smith… Diversão de domingo a tarde.

Dirigido por Ang Lee (As Aventuras de Pi) o filme conta no elenco com Will Smith (Alladin), Mary Elizabeth Winstead (Fargo), Clive Owen (Anon), Benedict Wong (Doutor Estranho) entre outros. O filme estreia no dia 10 de Outubro de 2019.

NOTA: 2/5

Comente aqui!!!!