Cinema Crítica

CRÍTICA | A Cidade dos Piratas – Uma aventura no labirinto de Laerte

Sem dúvidas que Laerte Coutinho é uma das figuras mais importantes do nosso país. Além da mais relevante cartunista tupiniquim, Laerte se envolveu na televisão, sendo responsável por roteiros de séries consagradas como “TV Pirata”, “TV Colosso” e “Sai de Baixo”. No cinema, foi personagem principal de documentários como o original da Netflix “Laerte-se” e o curta premiado “Vestido de Laerte”. Junto com Otto Guerra, Laerte lança uma sátira do político de si mesmos na animação “A Cidade dos Piratas”.

Assumida como transgênero em 2010, Laerte foge a expectativa da militância LGBT acalorada pela raiva. A cartunista opta por não levar nada tão a sério, e enxerga o mundo a partir de um ponto de vista satírico. Junto com Otto, diretor de animações como ‘Wood & Stock” e “Até Que a Sbórnia Nos Separe”, ambos criam em “A Cidade dos Piratas” uma paródia do Brasil passando desde a descoberta do nosso país até o que seria o fim dos tempos. Nada escapa do sarcasmo dessa dupla.

O filme, com um pouco mais de uma hora, nos diverte mostrando a perseguição de políticos conservador à aqueles que procuram viver sua própria jornada de maneira livre. A alusão óbvia ao Bolsonaro nos faz rir da própria desgraça. Seria trágico se não fosse cômico ou algo assim, rs… “A Cidade dos Piratas” também aborda temas como corrupção e transgeneridade, se resumindo como um grande espectro da vida.

Com linhas narrativas que se unem de forma estranha, a animação nos faz refletir sobre diversos assuntos enquanto gargalhamos da adversidade de nossas jornadas, sendo uma espécie de sabedoria sem sentido. Afinal, quem faz sentido é soldado.

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