Cinema Crítica

#mostrasp | A Odisseia dos Tontos – Risadas, lágrimas e suspiros argentinos

A Odisseia dos Tontos” chegou ao Brasil pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo uma semana antes de sua estreia mundial: 31 de outubro. O longa dirigido por Sebastián Borensztein é a aposta argentina para a categoria Melhor Filme Estrangeiro contando a jornada comico-dramática de um grupo de amigos que tentam fundar uma cooperativa no interior da Argentina durante a crise econômica de 2001.

Se tem algo que os latinos sabem fazer de melhor é criar um híbrido entre a linguagem do cinema e a linguagem televisiva, por causa da grande influência das novelas. Borensztein, que já trabalhou no Brasil em uma série sobre o humorista Rafinha Bastos, une o melhor dos dois mundo com equilíbrio perfeito utilizando a dramaticidade novelesca no tom certo sem perder a estética sofisticada do cinema.

E tem Ricardo Darín né? Que na minha adolescência era o homem dos meus sonhos e que hoje se tornou o sogro que eu mais queria. Ricardo e Chino (também Darín) repetem os papéis de pai e filho da vida real nos cinemas fazendo com que eu – e todo mundo – se desfaça em suspiro na sessão. Darín é unanimidade e ouso dizer que também é sexualidade. Eu sou Darínsexual e você?

Uma comédia dramática feita com excelência mas não forte o suficiente pra entregar aos argentinos mais uma indicação ao Oscar. “A Odisseia dos Tontos” mistura telenovela e cinema latino com uma leve norte-americanização e diverte sua audiência sem muito pretensiosismo.

“A Odisseia dos Tontos” está em exibição na 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e estreia no dia 31 de outubro nos cinemas.

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