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Crítica | Segredos Oficias – Era melhor ter feito um documentário

2003 foi o início da guerra que marcou o a primeira década do segundo milênio. Estados Unidos e Grã-Bretanha atacam Iraque “por acreditar” que o governo de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa. Apesar do embate ter acontecido, Katherine Gun, uma tradutora que prestava serviços à inteligencia britânica, resolveu tentar impedir o massacre iraquiano vazando informações ultra-secretas, onde descobrimos que os Estados Unidos solicitava o serviço de espionagem do Reino Unido para chantagear delegados da ONU, na tentativa de os convencer a ter uma posição favorável à invasão ao país do Oriente Médio. Essa história virou o filme “Segredos Oficiais” dirigido pelo cineasta Gavin Hood (Infância Roubada), sendo protagonizado por Keira Knightley (Piratas do Caribe) no papel de Gun.

Tentando (e falhando miseravelmente) seguir a linha dos filmes sobre grandes casos jornalísticos, “Segredos Oficias” traça o rumo da ordinarice e não convence o grande público admirador da sétima arte. Se resumindo em contar de uma forma mais ou menos uma história de tremenda relevância, Hood e sua trupe devem se contentar apenas com os fãs da história moderna e talveeeez alguns cinéfilos insistentes.

É muito comum que filmes políticos atuais tentem traçar um paralelo entre acontecimentos passados e atuais. A comparação de Ronald Reagan e Richard Nixon com Donald Trump surgiu em diversas obras desde que o empresário se tornou o 45º Presidente dos Estados Unidos. Em “Segredos Oficiais” o cotejo é tímido e quase passa despercebido, expondo as semelhanças entre a relação de George W. Bush e Tony Blair com a de Donald Trump e Boris Johnson.

A protagonista Knightley sofre de um problema que eu particularmente gosto de chamar de “síndrome de Bella Swan”. Com uma interpretação extremamente limitada, é impossível definir quando a personagem está sofrendo, rindo, chorando ou com cólicas. Antes dos créditos, a Katherine Gun da vida real aparece em um curto trecho esbanjando mais feições do que a atriz que a interpreta conseguiu em 120 minutos. Matt Smith (Doctor Who) interpreta o jornalista Martin Bright – que é o responsável pela publicação da informação vazada – foi diagnosticado com escoliose porque carrega o carisma do filme nas costas.

É importante lembrarmos e conhecermos um momento tão importante e esquecido da nossa história. Com a ajuda do cinema podemos perceber injustiças e fraudes do mundo ocidental para com o oriental. Uma pena que “Segredos Oficiais” se resume em contar a história sem oferecer uma experiência cinematográfica para o espectador. Fica pra próxima, rs…

“Segredos Oficiais” estreia no Brasil no dia 31 de outubro.

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