Cinema Crítica

Crítica: Midway – Batalha em Alto Mar | Ode à masculinidade

Com tantas vertentes, guerra é um dos maiores subgêneros do cinema. Tudo depende da intenção de abordagem da obra: drama, comédia, épico. Ou do público alvo: humanos ou cinéfilos. Somos bombardeados (ba-dum-tss) o tempo todo por filmes desta temática e o mais novo acaba de chegar: “Midway – Batalha em Alto Mar”, dirigido por Roland Emmerich estreia no Brasil com um elenco estrelado e narrando um dos mais importantes eventos da Segunda Guerra Mundial. O longa tem seu início marcado pelo ataque à Pearl Harbor e em diante mostra como o exército estadunidense resolve se vingar do Japão.

Desde o começo o filme é tomado por um sentimentalismo barato e um sensação patriota que deve convencer apenas os norte-americanos. Numa tentativa preguiçosa de humanizar os “heróis”, o longa parecer não se importar com desenvolvimento e nem com uma apresentação decente de personagens, só se preocupando em empurrar ao espectador um perfil enlatado.

“Midway” serve como um grande tributo ao macho e deixa a sessão com cheiro de testosterona. Por se passar na década de 40, esse estilo de masculinidade até funciona, assim como a falta de personagens negros e o silêncio feminino, mas a verdade é que tudo isso se torna uma avalanche de problemas juntos com um enredo mal desenvolvido. Se for para assistir um filme sem representatividade e que reforça estereótipos ultrapassados, que ele ao menos seja bom.

Emmerich tem como sua especialidade transformar eventos catastróficos em espetáculo. Já fez o fim do mundo de várias perspectivas dentro de sua filmografia: “2012”, “O Dia Depois de Amanhã”, “Independence Day” e outros. Desta vez ele usa a batalha de Midway como uma atração onde os efeitos pirotécnicos são bombas e torpedos. Para os amantes de explosão, a obra cumpre sua missão de filme comercial de guerra.

Os astros do filme já provaram em outros momentos que são grandes atores, mas talvez por Roland Emmerich não ser um grande diretor de atuação, os mais novos são insuficientes em “Midway”. Darren Criss e Nick Jonas são extremamente mal aproveitados enquanto Ed Skrein não convence como o marrento Dick Best. Quem se salva na interpretação são os já consagrados: Woody Harrelson e Dennis Quaid. O restante não cheira nem fede.

Contando uma história já contada diversas vezes, “Midway – A Batalha em Alto Mar” não faz nada de diferente e se perde em uma performance mediana. É claro que filmes deste estilo possuem seu próprio público fiel, mas para o espectador que sobra, o longa não passa de uma aula de história.

“Midway – Batalha Em Alto Mar” estreia dia 21 de novembro nos cinemas.

NOTA: 2/5

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