Crítica: Crime Sem Saída – A milicia

No dia 12 de dezembro, estreia no Brasil “Crime Sem Saída”, filme dirigido por Brian Kirk, veterano na TV com séries como “Game of Thrones” e “Penny Dreadful” em seu currículo. O longa é um drama policial que mostra um detetive de Nova Iorque perseguindo traficantes após uma chacina de policiais.

Com um enredo previsível, “Crime Sem Saída” tenta levantar questões relevantes na relação entre a polícia e sociedade, mas não se aprofunda para não perder o interesse de um público fiel ao gênero policial, assim corrupção, milícias e tráfico entram em disputa com perseguição de carros, tiros e violência.

Quem carrega o filme nas costas é o astro Chadwick Boseman, popularmente conhecido pelo seu papel em Pantera Negra. Chadwick faz mais do que puxar o longa pra si e acaba se tornando o responsável por manter a narrativa relevante com sua interpretação dosada, transmitindo ao público a curiosidade e necessidade de desenvolver a história.

O filme possui um plot twist quase óbvio. Digo “quase” pois é um daqueles momentos em que a obra graceja o público com a sensação de inteligência: “AH EU SABIA”. Desde o primeiro frame, o filme tenta não ser redundante e ao mesmo tempo vai entregando aos poucos a verdadeira trama. Os mais espertos (ou experientes) entendem de primeira quem são os verdadeiros mocinhos e vilões.

O trunfo de “Crime Sem Saída” é chegar ao Brasil no mesmo momento em que discutimos sobre o poder dos milicianos e como isso afeta a população mais pobre. O longa promete ser mais um filme policial para divertir o público masculino e termina entregando um enredo mais profundo do que o usual.

NOTA: 2,5

“Crime Sem Saída” estreia dia 12 de dezembro nos cinemas.

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