ESPECIAL | Cinco Remakes Que Deram Certo

Aclamados ou odiados. 8 ou 80. É assim que o público e a própria Hollywood encara os remakes de grandes obras que foram aclamados ou odiados por todos. Apesar de serem encarados como meros caprichos de Hollywood ou como americanizações de filmes estrangeiros, na ausência de roteiros originais novos.

Entretanto, há produções que se sobressaíram e se destacaram por sua qualidade e de certa forma, repaginaram a história e trouxeram uma nova visão sobre essa.

Listamos aqui 5 longas-metragens que passaram por remakes e tiveram tanto um sucesso de crítica quanto de bilheteria.

Ben-Hur (1925, 1959 e 2016);

Um dos principais clássicos da história do cinema, Ben-Hur teve três refilmagens, sendo a segunda a mais bem sucedida de todas. Em todos os remakes, a história principal sempre se mantém:  um homem integro, nobre e bondoso que fora traído por seu amigo de infância e irmão adotivo, Messala. Ben-Hur se torna  escravo e  alimentando-se com vingança, dor e ódio. Contemporâneo a Jesus Cristo, as duas história se entrelaçam em diversos momentos e que mudará o pensamento de Hur.

Lançado pela primeira vez em preto e branco e mudo, Ben-Hur ganhou sua segunda versão em 1959, se tornando instantemente um clássico. Dirigido por William Wyler e estrelado por Charles Heston, o filme venceu 11 Oscars e foi um incrível sucesso de bilheteria na época.

Em 2016, o longa-metragem ganhou mais uma refilmagem com Rodrigo Santoro no elenco. Apesar da boa bilheteria, o filme foi considerado um fracasso pela crítica.

King Kong (1933, 2005 e 2017);

Um dos grandes ícones da cultura pop, King Kong já rendeu mais de 11 releituras como filmes, séries televisivas, animações e séries infantis, onde já lutou com Godzilla e até já foi pai, o gorila mais famoso entre os primatas, ganhou seu primeiro longa-metragem em 1933.

Em muitas das dessas adaptações, quase sempre segue a história do primeiro filme: um diretor falido e desesperado para fazer sucesso, contrata uma atriz desempregada e juntamente com uma equipe, embarcam em um navio para a Ilha da Caveira. Lá eles encontram uma tribo de nativos que veneram o grande gorila. Quando a atriz é entregue a sacrifício, a equipe toda luta para resgata-la, esses acabam por capturar Kong e o levam para os EUA, onde é exibido ao público.

Suas principais adaptações ocorreram entre 1976, 2005 – que contou com a direção de Peter Jackson e levou 2 oscars – e a mais recente Kong – a Ilha da Caveira, em 2016, com Samuel L. Jackson, Brie Larson e Tom Hiddleston no elenco.

Bravura Indômita (1969 e 2010);

Depois de um bandido chamado Tom Chaney assassinar seu pai, a adolescente Mattie Ross de 14 anos e mal-humorada, contrata Rooster Cogbrum, um embriagado homem da lei para ajudá-la a encontrar o assassino de seu pai. Os dois embarcam juntamente com o pistoleiro LaBouf, em um território hostil do meio-oeste norte-americano.

A primeira versão de Bravura Indômita foi lançado em 1969 e contava como lendário ator John  Wayne e o estreante Robert Durvall em seu elenco, e foi vencedor de um Oscar na categoria de melhor ator.

Na nova versão lançada em 2010, o longa-metragem foi dirigido pelos irmãos Cohen, no qual recebeu mais de 10 indicações ao Oscar, e gerou uma bilheteria de mais 252 milhões de dólares. E em seu elenco contou com Jeff Brigdes, Hailee Steinfield, Matt Damon e Josh Brolin.

Scarface (1932 e 1983);

Uma mesma história, mas com contextos diferentes. Essa é a premissa principal das duas versões de Scarface. Enquanto um trata sobre o tráfico de álcool, no auge da Lei Seca nos Estados Unidos, e o outro sobre o tráfico de cocaína na década de 1980.

Conhecido como Vergonha da Nação, a primeira versão de Scarface foi lançada em 1932 e traz em seu enredo a história de Tony, um filho de imigrantes italianos, que se tornou o principal líder do crime organizado na cidade de Chicago durante os anos que sucederam a crise de 1929.

Enquanto o clássico de Brian de Palma traz a história de Tony Montana, interpretado por Al Pacino, um refugiado cubano que se torna chefe do tráfico de drogas de Miami. O longa recebeu 3 Globos de Ouro e uma bilheteria de quase 66 milhões, um marco na década de 1980.

Nasce Uma Estrela (1937, 1954, 1977 e 2018);

A história de um músico decadente que se envolve romanticamente com uma aspirante à cantora, e que tal relacionamento faz com que ela se torne uma grande estrela, enquanto a relação de ambos definha, já ganhou 4 refilmagens.

Concebido inicialmente como um drama em 1937 com Janet Gaynor e Fredrich March no casal principal, foi somente em sua segunda versão com Judy Gardland e James Mason em 1954 que Nasce Uma Estrela se tornou um musical. A terceira versão em 1977, com Barbra Straissed e Kris Kristofferson, rendeu a atriz um Oscar de melhor música. E a última lançada em 2018, com  cantora Lady Gaga e Bradley Cooper, rendeu também a interprete um Oscar na mesma categoria que Barbra Streissed.

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