Ir para conteúdo

Crítica: Jumanji 2 – A consolidação da reinvenção do clássico

Em 1995 estreava “Jumanji” estrelado por Robin Williams e – a ainda criança – Kristen Dunst. O filme foi um sucesso e se tornou um clássico “sessão da tarde”. Vinte anos depois, com a onda de reboots e remakes, a Sony Pictures decide ressuscitar o filme com um elenco de peso e atualizando o enredo para conquistar o novo público. A ideia deu tão certo que agora o estúdio lança o segundo filme da nova franquia: “Jumanji – A Próxima Fase”. Protagonizado por Dwayne “The Rock” Johnson, Kevin Hart, Jack Black e Karen Gillan, os heróis voltam para o universo dos games com uma nova aventura e novos personagens.

Continuar uma obra lançada a tanto tempo é uma missão difícil. Manter a essência e ainda conquistar uma nova geração de audiência não é um trabalho fácil, mas “Jumanji: A Próxima Fase”, assim como o filme anterior, consegue atualizar a história para o público moderno sem perder o cerne do filme original.

Em “Bem-Vindo à Selva”, lançado em 2017, os personagens precisam lidar com seus problemas da adolescência mediana estadunidense. Já no novo longa, com o acréscimo dos personagens de Danny DeVito e Danny Glover a trama se torna mais emotiva. Eddie e Milo (respectivamente) são amigos de longa data e após uma visita acabam entrando em Jumanji para dividir sua experiencia em um emocionante plot. É uma celebração à vida mantendo a mensagem sobre a importância da união e da amizade, presente no clássico de 1995 e no filme anterior.

É preciso elogiar a interpretação do elenco que faz parte do núcleo de avatares. A entrega cômica baseada na personalidade de outro personagem é cuidadosa e bem executada. Não importa se o The Rock está interpretando um senhor de 70 anos ou Jack Black uma adolescente de 17, os atores brincam e oferecem seu melhor para convencer o espectador. Diferente do último filme, em “A Próxima Fase” os avatares não pertencem aos mesmos personagens, e então é possível observar como os atores conseguem fluir entre diferentes características.  

A sacada genial é ter um filme dentro do universo dos games e então usar e abusar de deus ex machina, técnica de roteiro que permite o herói resolver seu problema de uma forma improvável. Resoluções inesperadas e impossíveis passam despercebido pelo público que se diverte e se satisfaz com a vitória dos personagens carismáticos.

Durante a coletiva de imprensa com Karen Gillan em São Paulo, a atriz que interpreta Martha em “Jumanji: A Próxima Fase” disse aos jornalistas que possivelmente teremos a finalização da trilogia. A franquia comandada pelo produtor executivo Jake Kasdan tem sido bem-sucedida financeiramente e isso já é o suficiente para esperarmos o terceiro longa. Com aprovação do público e sempre mantendo a habilidade de reinvenção, é possível que Jumanji consiga permanecer como uma saga estável nos próximos anos.

“Jumanj – A Próxima Fase” estreia dia 16 de janeiro nos cinemas.

NOTA: 3/5

premiereline Ver tudo

Sua maior fonte de cultura pop!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s