Cinema Crítica Criticando Review

CRITICANDO: A Maldição do Espelho – Eu já vi isso antes

Depois do sucesso de Parasita outros mercados tentam entrar na rota de público, mas definitivamente a Rússia ainda não está pronta.

Depois que o terrível fantasma da Rainha de Espadas ressurge, os alunos de um antigo colégio interno viram as próximas vítimas do banho de sangue. O terror começa a partir do momento em que eles recitam antigos encantamentos no banheiro do local para conquistar tudo o que desejam — mesmo que o preço seja suas almas.

O que mais se tem no gênero de terror são clichês inúmeros: Adolescentes com hormônios a flor da pele brincando com magia, mulheres amaldiçoadas por tentarem realizar desejos pessoais, lugares abandonados que aconteceram coisas nefastas (ÓIA QUE PALAVRA BONITA)… O problema é que “A Maldição do Espelho” é um amontoado dessas histórias já batidas com uma tentativa de subversão para um plot twist que não fede e nem cheira.

A primeira cena já nos apresenta os protagonistas sem enrolação de forma claríssima e direta. Chegamos então aos coadjuvantes e lá temos de novo o mais comum grupo do terror: Uma garota desajustada com traumas, uma criança medonha, um rico com problemas de falta atenção que desconta nos outros alunos, um nerd que sofre bullying mas segue com os populares, a garota bonita e sexy que faz besteira para a mãe notar que ela existe e uma garota acima do peso que deseja ser magra como a mãe pede.

Como pano de fundo, eu aposto que vocês já ouviram falar da “Loira do Banheiro” certo? Bom, pelo visto cada país tem o seu e aqui temos a Rainha de Espadas. Para chamar basta falar seu nome 3x em frente a um espelho e fazer um desejo de coração. Obviamente como é um filme de terror os desejos se realizam, porém a um custo alto e não da forma que se imaginava.

Vou admitir que existe um preconceito velado com atores não padronizados. Vou explicar: Sempre falamos do exagero latino em novelas mexicanas, venezuelanas ou argentinas e tendemos a preferir atores americanos ou europeus em alguns papéis que nem deveriam ser feito por eles. Existem as exceções mas sabemos o padrão. Filmes russos não são comuns no nosso mercado e eles se esforçam até, as atuações não são ruins ou afetadas porém claramente a barreira da língua pesa, principalmente pela cópia que eu tive acesso ser de um filme russo, dublado em inglês e legendado em português, já deixo inclusive a confirmação de que dublagem estadunidense é ruim sim, acreditem.

Eu queria de verdade que o filme fosse uma boa surpresa, mas não consegue assustar pela previsibilidade, inclusive na revelação final, com uma edição bem pobre apesar de não se prejudicar no orçamento para locações e produção. A ideia de fazer a maior parte dos sustos virem por meio de CGI também é uma escolha que tira muito o peso do medo, apostando em jump scares ocasionados (IMAGINO EU) por uma falta de verba maior para ter o monstro em tela.

O filme não vai funcionar para adolescentes se assustarem, não vai funcionar pra quem gosta de terror e nem para passar um tempo, uma vez que é bem sonolento. Espero que seja só uma tentativa fraca de um novo mercado bom surgindo, afinal agora “abrimos a porteira” para surpresas de outros países.

Dirigido por Aleksandr Domogarov e estrelado por Angelina Strechina, Tatyana Kuznetsova, Daniil Izotov entre outros o filme estreia dia 12 de Março de 2020.

NOTA: 1.5/5

 

 

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