Séries

Dica de quarentena: O sucesso de High Fidelity sob o ponto de vista feminino

Todo mundo já passou pela experiência de levar um pé na bunda. Seja aquela pessoa que você jurou ser o amor da sua vida, seja alguém que você estava trocando ideia há um mês, nunca é legal levar um fora. Além de passar pelo momento de querer curtir a fossa ao lado de um bom pote de sorvete, é inevitável passar pelo estágio de se perguntar por que as coisas deram errado. E é justamente essa a base de High Fidelity.

A história surgiu primeiramente como um livro, publicado em 1995, por Nick Hornby, e narra a vida de Rob, dono de uma loja (falida) de discos de vinil em Londres, que acabou de levar um fora de Laura, sua namorada de longa data. Enquanto tenta entender o que pode ter dado errado, ele relembra seu top 5 de términos que mais lhe causaram tristeza, enquanto leva sua vida na loja junto de seus amigos Dick e Barry, e, claro, com muita música boa. No começo dos anos 2000, o livro acabou ganhando uma adaptação cinematográfica de mesmo nome (também em português, Alta Fidelidade), estrelada por John Cusack, Lisa Bonet, Jack Black, Iben Hjejle e Todd Louiso.

Passados 20 anos, a Hulu decidiu resgatar essa história, transformando-a numa série, e com um diferencial importante: a narrativa seria do ponto de vista feminino. A partir de então, somos introduzidos a Rob Brooks, interpretada por Zoe Kravitz, que após ter sido dispensada por seu namorado Mac, decide colocá-lo no seu ranking pessoal dos 5 piores términos de toda a sua vida. Assim como no livro, ela relembra cada um de seus rompimentos para tentar entender melhor o que pode ter dado errado, enquanto vive o dia a dia de sua loja de discos de vinil no centro de Nova York, junto de seus amigos Cherise (Da’Vine Joy Randolph) e Simon (David H. Holmes).

Apesar de ser bastante fiel à história original, a adaptação de High Fidelity traz novidades que acabam agradando bastante ao público desta geração, principalmente pela atuação de Zoe Kravitz, que captura perfeitamente a aura da personagem principal e é muito fácil de se identificar. Ao mesmo tempo que Rob sofre com seus rompimentos e lida com os erros que ela própria cometeu em seus relacionamentos passados, sentindo vontade apenas de ficar quietinha no seu canto, comendo cereal e ouvindo sua coleção de discos de vinil, ela também se permite viver novas relações e seguir sua vida. Neste ponto, Simon e Cherise são essenciais, estando sempre ao lado da amiga e também chefe para animá-la, garantindo ao público boas risadas – isso sem contar suas próprias tramas paralelas, que também são bastante cativantes. 

Também vale destacar a trilha sonora da série, moldada principalmente a partir do gosto musical bastante eclético de Rob, e que está disponível nesta playlist do Spotify:

Com apenas 10 episódios de 30 minutos cada, High Fidelity é uma série rápida e divertida de se assistir, com todas as melhores características de uma boa comédia romântica, e que deixa o público ansioso para uma segunda temporada.

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