5 de março de 2021

CRITICANDO: Fate A Saga Winx – Melhor do que a encomenda

Apesar dos clichês adolescentes vistos em Sabrina e Riverdale a série entrega mais do que o prometido apesar dos efeitos dolorosos.

Fate: A Saga Winx é uma série live-action baseada na popular série animada Clube das Winx. A série gira em torno de seis fadas populares que devem aprender a controlar seus poderes mágicos freqüentando uma escola em um mundo fantástico. Alfea é uma escola situada no Outromundo que tem por objetivo formar as fadas e instruí-las na arte da magia que já existe há milhares de anos. Apesar disso, nenhuma fada que esteve em Alfea se parece com Bloom (Abigail Cowen), que foi criada no mundo humano. Bloom é uma fada impulsiva, gentil e perigosa para aqueles ao seu redor. Por dentro, Bloom possui um poder com a capacidade de acabar ou salvar os mundos que fazem parte dela. Para se sobressair, Bloom precisa manter o controle de suas emoções. Sendo apenas um adolescente, as coisas podem ficar complicadas. Jovens fadas estarão à beira de emoções, amor, rivalidades e inimigos que ameaçam suas vidas.”

Os seriados adolescentes de fantasia costumam não se diferir muito uns dos outros, afinal de contas as fórmulas e clichês existem por um motivo e o motivo é que funcionam. Winx não tem um primor de roteiro recorrendo a tudo que já vimos: Mistério do protagonista, uma antagonista perfeita de aparência, um grupo de jovens desajustadas que se unem sem saber direito o que quer e um rapaz bonito sendo disputado.

Ao contrário do desenho temos um cenário bem próximo ao da falecida (e péssima de final) O Mundo Sombrio de Sabrina em misturar o mundo fantástico bem aproximado ao nosso porém oculto por um véu e os problemas começam aí.

Bloom não sabia que era uma fada até pouco tempo e todos parecem esconder o tempo inteiro quem ela verdadeiramente é. A maneira que ela tenta descobrir mais sobre ela, mais ela descobre sobre Alfea e a escola esconde muitas coisa, inclusive nesse sentido se parece muito com Harry Potter a plot da nossa história.

Winx claramente é uma série de baixo orçamento, que usa filtros estilo Zack Snyder para esconder algumas falhas brutas em seus efeitos especiais. Esse inclusive é um ponto chave a ser melhorado nas próximas temporadas para uma total imersão, pois a cena chave da grande luta é bem desesperadora. Nível Power Rangers mesmo de produção.

Os personagens são meio genéricos assim como seus diálogos, mas conseguem envolver alguma simpatia após um pouco de tentativa, vale a pena se esforçar. A trama da série se fecha com um grande algo a mais para sua segunda temporada e pode ser uma “confort serie” para quem ficou orfão desse tipo de produção estilo CW.

A primeira temporada de Winx tem 6 episódios todos disponíveis na Netflix desde o dia 22 de janeiro de 2021. Dirigido por Bryan Young (The Vampire Diaries) e Iginio Straffi (O Clube das Winx). O elenco conta com Abigail Cowen (O Mundo Sombrio de Sabrina) entre outros.

NOTA: 3.5/5