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CRITICANDO: Lupin – Uma gostosa surpresa

Netflix acerta a dose em uma produção não americana e trás uma série divertida a tona.

Baseada nos romances policiais de Maurice Leblanc, Lupin acompanha Assane Diop (Omar Sy), um homem que, 25 anos atrás, viu sua vida virar de cabeça para baixo com a morte de seu pai, então acusado injustamente de um crime. Agora, ele está em busca de vingança e, para isso, se inspira em Arsène Lupin, o famoso “ladrão de casaca” da literatura francesa. Conhecido como “Robin Hood da Belle Époque”, Lupin se tornou um gênio do crime na Paris do início do século 20 – e Diop vai seguir seus passos nos dias de hoje.

Séries sobre roubos são famosas desde que quando a TV é TV e ter um protagonista com charme sempre é o chamariz, citando minhas duas séries preferidas nos temos sempre algo assim: Protagonista extremamente inteligente e fora da curva, socialmente não aceito porém sempre a salvação da polícia, como em Sherlock da BBC estrelado por Benedict Cumberbatch (RÁ ESCREVI CERTO SEM OLHAR NO GOOGLE) ou um bandido sensual e lindo de morrer, com lábia, charme e todos os conhecimentos de malandragem que engana a polícia ou é pego e os ajuda, como no caso de The White Collar protagonizado por Matt Bomer. Lupin é o segundo caso com uma pitada a mais.

Como dito na sinopse Assane teve seu pai acusado de um roubo e desde então se tornou aficionado pelo personagem Lupin. Dentro da trama vemos as aplicações de seus métodos e existe um esforço narrativo para fazê-lo parecer mais inteligente do que realmente é ou mais impotente do que é também. Isso no começo acaba se tornando uma falha pois nunca se sabe o potencial real do personagem.

Existe na série uma mistura de tentar se levar a sério com um tom ficcional que no começo é incomodo mas aos poucos vai desaparecendo, fazendo Lupin se tornar uma série boa para se divertir. As reviravoltas da série parecem até mirabolantes mas no final das contas são bem simples e aí que existe um charme na série francesa: Os clichês.

Acredite ou não essas coisas que todos conhecemos e que vemos em muitas outras séries que podem cansar e que geralmente é reclamação de quem faz resenhas e análises aqui serve para pautar que a série não pretende ser uma coisa de outro mundo e sim algo completamente divertido para se passar o tempo. Num mundo onde toneladas de conteúdo são feitos mensalmente qual o sentido de ver Lupin? Justamente a diversão.

Tudo vem mastigado, nada fica oculto por muito tempo, as falas são ágeis, os personagens que não são o protagonista tem pouco espaço na tela propositalmente para nos apegarmos apenas a Assane e apesar de algumas coisas, como a investigação atrás dele serem bobas, não cansa.

O gancho para a segunda parte é interessante para vermos até onde a série evolui, apesar de não parecer que vai se arrastar por muitas temporadas.

Lupin estreou dia 08 de Janeiro de 2021 e tem os 5 primeiros episódios disponíveis na Netflix. O elenco conta com Omar Sy (X Men Dias de Um Futuro Esquecido), Ludivine Sagnier (The Young Pope), Clotilde Hesme (O Poder de Diane) entre outros.

NOTA: 3.5/5