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CRITICANDO: Wandavision – Coca cola sempre tem gosto de Coca Cola

Nova série da Marvel é a prova de que o formato longo é uma novidade para a empresa e que o público tem que dosar suas expectativas.

“Após os eventos de “Vingadores: Endgame” (2019), Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) se esforçam para levar uma vida normal no subúrbio e esconder seus poderes. Mas a dupla de super-heróis logo começa a suspeitar que nem tudo está tão certo assim. Eles se encontram, na verdade, dentro de uma constante sitcom, que vai desde a década de 50 até os dias de hoje. Conforme o tempo passa, Wanda e Visão perdem o controle da situação, sem saber mais o que é real e o que é ficção. Eles ficam presos em um eterno vai e vem: da Era de Ouro da TV nos EUA, com imagens em preto e branco, ao presente – e vice-versa.”

Tudo no universo Marvel é feito de um jeito para as pessoas pensarem que tudo estava planejado, estava certinho e redondinho, mas não funciona bem assim. Wandavision é um leve retcom tanto para os poderes quanto para a história de Wanda Maximoff.

Aqui temos um formato em que cada episódio se passa como uma homenagem a um formato de seriado, vindo desde os anos 60  até os dias de hoje, com personagens bem caricatos porém fragmentados em pedaços que não se encaixam aquela narrativa, para obviamente se criar a tensão da série.

Aqui começam as alegorias da série, desde que tudo pareça perfeito, nada está errado, assim como para pessoas depressivas em negação. Os cabelos, as situações que Wanda cria são todas para parecer que eles são o casal perfeito e a qualquer coisa fora do controle é deletada.

A direção é muito boa, desde a emulação de suas décadas até as transições tudo é muito fluído e trás leveza a um tema extremamente importante, a ambientação é simplesmente impecável das eras, figurinos e maquiagens totalmente perfeitos também.

É de se esperar esse tipo de cuidado com as produções da Disney, mas e ai, o que tem de errado?

As coletivas davam indícios de que as produções do Disney+ seriam um novo começo para a Marvel, Wandavision seria um ponta pé inicial para Doutor Estranho – Multiverso da Loucura, com isso as especulações cresceram sobre a entrada dos X-Men e mutantes no MCU, Mephisto e uma ponta solta para o filme do Mago Supremo ou mesmo para o Homem Aranha (No Way Home). Com exceção a alguns easter eggs, a menção ao mago da Marvel nada foi acrescentado.

Como uma obra sozinha, Wandavision consegue ser uma obra de entretenimento boa, bem feita e palatável, sem precisar se prender ao universo Marvel. Caso não tenha assistido aos filmes não tem problemas, porém como continuidade a uma nova fase de construção, falta algo. Algumas pontas soltas não são o suficiente para justificar uma série tão cara, além de justificar a personagem.

Wandavision é sobre dor, perdas e consequências, apesar de eu não ter gostado do final por uma opinião que não darei aqui por conta de spoilers, merece muito ser assistida e é uma bela homenagem a história da TV pelos olhos de uma imigrante.

Com a direção de Jac Schaeffer (Viúva Negra) e o elenco contando com Elizabeth Olsen (Godzilla 2014), Paul Bettany (Han Solo), Kathryn Han (Mrs Fletcher), Teyonah Parris (Se A Rua Beale Falasse) a série estrou no dia 15 de Janeiro de 2021.

NOTA: 4/5

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