Conheça a história real que inspirou “Invocação do Mal 3”

Como já sabemos, os dois últimos filmes de “Invocação do Mal” foram baseados em eventos que ocorreram na vida real. E agora que “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” está com data marcada para ser lançado, imagino que você esteja ansioso e curioso sobre a verdadeira história que inspirou o terceiro longa da franquia. Se liga abaixo que nos vamos te contar tudinho.

Tudo começou em outubro de 1980, com David Glatzel, de 11 anos, o irmão de Debbie, noiva de Arne Cheyenne Johnson. Debbie achou que seu irmão estava possuído e procurou por ajuda, ligando para padres católicos romanos e os Warren.

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Segundo Debbie, seu irmão “Chutava, mordia, cuspia e falava palavras horríveis. Ele era enforcado por mãos invisíveis, que ele tentava tirar de seu pescoço, e forças poderosas o jogavam pra cima e para baixo como uma boneca de pano”.

Quando o desespero começou a bater, a família Glatzel ligou para a igreja católica pedindo por ajuda, e então um padre foi até a casa deles e à abençoou – algo que irrita essas entidades. Nisso, eles ligaram para os demonologistas Ed e Lorraine Warren.

“Enquanto Ed entrevistava o garoto, vi uma forma negra e nevoada ao lado dele, o que me disse que estávamos lidando com algo de natureza negativa. Logo a criança estava reclamando que mãos invisíveis o estavam sufocando – e havia marcas vermelhas nele. Ele disse que tinha a sensação de ser atingido”, disse Lorraine

Convencidos de que a criança estava possuída, Ed e Lorraine fizeram 3 exorcismos no garoto, e, segundo Ed, 43 demônios estavam residindo dentro de David. “Nós pedimos por nomes e David nos deu 43“, disse Ed

Foi neste momento que Arne Johnson foi supostamente possuído por um demônio, pois no exorcismo final em que ele estava presente, ele disse “me leve, deixe meu amigo em paz”. Um tempo depois, Arne já havia começado a agir de forma estranha. Não podemos deixar de citar que quando David estava possuído, ele teve uma premonição, no qual viu o assassinato que Johnson iria cometer.

Meses depois, mais especificamente em 16 de fevereiro de 1981, Johnson finalmente cometeu o assassinato de seu senhorio Alan Bono, depois que ele agarrou a prima de nove anos de Debbie, Mary. Debbie trabalhava em um canil no qual Bono era proprietário e, neste dia, ele levou ela, seu primo e outros funcionários para almoçar. Bono acabou ficando bêbado e agarrou Mary, se recusando a deixá-la ir embora, e foi então que Johnson o atacou, com Debbie descrevendo o ato “como um animal”.

Arne Johnson

Segundo Martin Minnella, o advogado de defesa de Johnson, Bono sofreu “quatro ou cinco feridas tremendas”, principalmente na região do peito, e uma ferida que se estendia do estômago até a base do coração.

Após o crime, Johnson foi encontrado a cerca de 3 km do local e alegava não ter lembranças do que havia acontecido, sendo levado a um centro de detenção de Bridgeport, em Connecticut, sob uma fiança de US$ 125.000. Este foi o primeiro assassinato que ocorreu na cidade de Brookfield.

No dia seguinte, Lorraine disse à polícia que achava que Arne estava possuído – e foi a partir daí que os Warren ficaram no centro de todo o “julgamento demoníaco“, em manchetes de todos os jornais. Johnson se tornou a primeira pessoa na história americana a usar possessão demoníaca como defesa. Vale citar que testemunhas do exorcismo de David afirmaram que viram um demônio ser transferido dele para Johnson.

Em 28 de outubro de 1981, o julgamento foi iniciado no Tribunal Superior de Connecticut. Mesmo com a defesa apresentando relatos de testemunhas e provas a respeito de algo semelhante ter ocorrido com a família Glatzel, o juiz do caso, Robert Callahan, rejeitou e argumentou que jamais poderia permitir testemunho de algo sem base científica e sem evidências. Devido a isso, a defesa optou por sugerir que Johnson agiu em legítima defesa, e por esse fato, o júri não foi autorizado a considerar possessão demoníaca como explicação para o assassinato.

O julgamento durou até 24 de novembro de 1981, com Johnson sendo condenado por homicídio culposo. A sentença que ele recebeu foi de 10 a 20 anos de prisão, porém cumpriu apenas 5 anos em regime fechado.

Escrito por Vagner Gomes