CRITICA – Mundo Caos – Profundo como um pires

A premissa tão boa é desperdiçada por um roteiro sem saber o que quer

Em Mundo em Caos, em um futuro pós-apocalíptico onde a humanidade já começou a colonizar outros planetas, uma infecção rara e perigosa tomou conta do planeta e causou o inimaginável: todas as mulheres foram mortas, e agora os pensamentos de todos os homens tornaram-se audíveis. O jovem Todd, temendo a destruição total, decide partir fugindo de sua cidade e, durante sua jornada, conheça pela primeira vez na vida uma mulher.”

O poder de ler a mente é sempre um dos mais visados quando o assunto é mutação: Jean Grey, Professor Xavier, Caçador de Marte entre outros vários sofrem do mal de saber tudo que os outros pensam, mas e se isso fosse elevado a potência de um planeta inteiro e apenas os homens, a raça mais perigosa do mundo, tivesse seus pensamentos expostos?

Isso nos levaria a discussões sobre ética, privacidade entre outras discussões sobre nossos demônios internos. Mundo Caos tenta entrar nessa premissa mas sem nunca se aprofundar em nada.

O elenco é ótimo, temos Mads Mikkelsen como o Prefeito. Uma figura de poder, que mantém os homens unidos em um mundo sem nenhuma mulher e seu filho em busca de aprovação, mas arrogante interpretado por Nick Jonas. Tom Holland guia a gente como o mais novo nascido de uma mulher nesse mundo e com um potencial de pensamento gigante e por fim Daisy Ridley como um mulher astronauta que se perde nesse lugar e desequilibra as coisas.

Os problemas do filme começam no seu visual: Algo grandioso como um mundo fantástico espacial deveria ser mais bem acabado. O filme é cheio de erros na sua computação gráfica de maneira grosseira como se fosse algo de baixo orçamento e assim como sua computação, o som do filme é bem ruim e muito mal mixado. Alternando entre momentos muito altos e coisas não entendíveis.

Tirei a parte técnica da frente primeiro pois sem spoilers do filme, ele vai ser pra você uma decepção ou esquecível. O mundo que criam tem algumas regras que logo na seguida são quebradas, as viradas de roteiro são previsíveis e algumas pontas soltas são completamente esquecidas pelo roteiro. Os limites do pensamento são testados o tempo todo, mas são moldados conforme a necessidade.

Tom Holland está completamente a passeio no filme. A atuação é completamente sem cor ou brilho e muito afetada pelo seu Peter Parker traumatizado deixa as coisas bem mornas. Daisy tenta, a personagem não ajuda. Não existe propósito na existência dela com exceção do fato dela ser caçada. Não existe um arco de crescimento, a personagem não aprende nada e termina o filme exatamente como começou.

Fraco tecnicamente e fraco em texto o filme começa bem, mas começa a correr e tropeça em si mesmo, dando tropeções até uma queda inevitável no seu terceiro arco com um final anti climático.

Dirigido por Patrick Ness (Sete Minutos Depois Da Meia Noite) e no elenco com Mads Mikkelsen (Hanibal), Nick Jonas (Jumanji), Tom Holland (Homem Aranha Longe de Casa), Daisy Ridley (Star Wars: A Ascenção Skywalker) entre outros o filme estreou no dia 13 de Maio de 2021.