CRÍTICA | Espiral O Legado de Jogos Mortais – Tá na hora de largar o osso

A tentativa de soft reboot de Jogos Mortais é tenebrosa do inicio ao fim.

“Em Espiral – O Legado de Jogos Mortais, o detetive Ezekiel “Zeke” Banks (Chris Rock) se une ao seu parceiro novato Willem (Max Minghella) para desvendar uma série de assassinatos terríveis que estão acontecendo na cidade. Durante as investigações, Zeke acaba se envolvendo no mórbido jogo do assassino.”

Acho que a anos não assistia algo tão ruim, sinceridade total. Começo assim pra poder avisar: Daqui pra frente só pra trás.

O filme é todo errado desde seu início, tentando emular uma fotografia meio saturada com flashbacks, uma historia que tenta emular o primeiro filme e uma tentativa de trazer humor para a série com o Chris Rock fazendo o estereótipo do negro que sempre fala muito e rápido.

Tendo isso em vista Espiral nada num mar de homenagem com tom nostálgico e se afoga na sua falta de noção no espaço tempo. O filme é muito genérico e as vezes beira o cinismo em tratar o espectador como idiota, narrando eventos tentando fazer parecer inteligente, chegando a ponto de eu conseguir LITERALMENTE cronometrar a morte futura de um personagem.

Por ser extremamente curto o filme corre contra si mesmo desesperado tentando entregar mortes mirabolantes como tivemos em outros momentos da franquia, mas se por um lado o gore tão cultuado pelos fãs da saga esteja presente as armadilhas são completamente sem propósito, uma vez que Jigsaw prezava pelo sacrifício das vítimas e os reconhecia, tendo como fugir da morte através de uma escolha dolorosa, o assassino do filme simplesmente não tem isso. Ele bola os planos sem uma maneira de escapar e sua história no final é completamente boba e jogada, uma vingança completamente idiota contra algumas pessoas marcadas e não contra um sistema como originalmente a saga era.

Vale ressaltar que Samuel L Jackson está no filme e como eu queria que não estivesse. Simplesmente jogado na história o ator entra no seu modo mais canastrão soltando palavrões e tentando parecer um pai ausente, mas mais parece um alcoólatra esquisito. Os diálogos são completamente básicos e os primeiros 5 minutos do filme parecem um monólogo de algum stand up do Chris, inclusive muito bizarro e sem graça sobre casamentos e como ser policial e casado ao mesmo tempo é impossível.

Errando em trazer uma narrativa boa para renovar a saga que já estava bastante judiada e não entregando nem roteiro e nem mortes gráficas elaboradas o filme é uma completa perda de tempo e provavelmente deve decretar o sumiço da franquia por um bom tempo, mesmo com um final em aberto para continuações.

Dirigido por Darren Lynn Bousman (Jogos Mortais 2) e o elenco conta com Chris Rock (Todo Mundo Odeia o Chris), Max Minghella (A Handmaid´s Tale), Marisol Nichols (Riverdale), Samuel L Jackson (Os Vingadores) entre outros o filme estreou nos cinemas dia 17 de Junho de 2021.

NOTA:1/5